Mamutte


“O artista, o (anti)herói” como foi chamado na resenha do site O Jardim Eletrico, “é como aqueles que privilegiam a inteligência como um prazer quase sexual, quase porque se prolonga além do gozo, muito além.”

O SOM CARMIM


“Instaura-se uma dobra quando Mamute entra no palco. Observável, claro, no modo como, cantando, vai dançando também o que canta. Sim, é do artista de palco, dançar a própria música. Mas, aqui, como dito, trata-se de uma “instauração”. Não apenas um corpo a seguir os ritmos da canção. Não apenas canção impondo espécie de coreografia para o que se ouve. É seguramente um som e um corpo, mas é também o espaço no qual eles se encontram. [...] pode se falar também de “gozo” o que experimentamos em determinadas apresentações do artista em questão. [...] este tal gozo além do flerte com um estado permanente de excitação, concebe-se como elemento criativo, à medida que vê, ouve, move-se em uma espécie de contradança com o que está acontecendo no palco. Sente-se, por isso, como dentro de um cortejo, profusão de ritmos, as cores igualmente dançando, caras e bocas jocosas dando deixa para o público, salivas, sem contar que aquele que topa o momento, vai meio entrando em uma viagem que, nestas paragens mineiras, acostumamos a sentir quando passa a procissão, ou lá vem os tambores anunciando os negrinhos dourados nas festas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, entre outras. [...]” (Mario Geraldo da Fonseca, 2015)


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