Mamutte


Imprensa

RELEASE - EPIDÉRMICO


O jovem artista mineiro, Mamutte, produziu seu primeiro trabalho discográfico em 2014, concebido após sete anos de atuação com sua música por bares, palcos e festivais em Belo Horizonte e no interior do estado. O Quase-Disco foi gravado em Mariana (MG) por Edson Zacca, em parceria com músicos da região dos inconfidentes, também integrantes dos grupos “Rua da Virada” e “Vira Saia”. O álbum tem direção artística, violões e voz do autor em coprodução musical com o violeiro Adner Sena.

Lançado em 2015 o EP apresenta três canções que desenvolvem ritmos afro-brasileiros em sonoridades regionais e urbanas. Um quase pop que mescla, desde a Curimba de terreiro, o Funk carioca, e a Viola Caipira de Minas, ao Maracatu e o Coco do nordeste e o Carimbó do norte. Segundo aspectos elucidados pela crítica especializada, “Com uma estética e uma dinâmica própria, o álbum é rico em canções que contam histórias de amor, refletem sobre as políticas culturais brasileiras e relembras histórias das artes visuais e da música popular brasileira em seus versos. É pura poesia”, foi o que a publicação do site gaúcho Banana Music Branding destacou, o colocando entre os 10 mineiros da música de 2016. Também elencado pela Revista Noize, como um dos 11 representantes da atual música mineira, destacam o como: “Alguém que faz um funk carioca com versos como “Caetano pode, Caetano é cool” [ouve-se “cu”] merece todo respeito do mundo.”

“O artista, o (anti)herói” como foi chamado na resenha do site O Jardim Eletrico, “é como aqueles que privilegiam a inteligência como um prazer quase sexual, quase porque se prolonga além do gozo, muito além.”. E é desse jeito que “O primitivismo requintado de Mamutte”, como foi chamado pelo jornal O Tempo, vem chegando paulatinamente em importantes eventos do estado. Já tendo se apresentando no mesmo palco que Mart’nalia, Chico César, Lineker e Emicida, passou por festivais como o Projeto Matriz (Conceição do Mato Dentro), Expontânea Festival de Rua Inhotim (Brumadinho), Noturno dos Museus (BH), IV Concurso de Marchinhas Mestre Jonas (Banda Mole e Carnaval de BH), sendo atração da programação oficial da Virada Cultural de BH e do SESC Palladium, chegando em Brasília (DF) com o show Embanda QUASE tour, onde se apresentou no palco principal da 3° Conferência Nacional da Juventude no Estádio Mané Garrincha.

Mamutte lança em 2017 seu primeiro álbum cheio, Epidérmico, com a presença de seus companheiros de palco, Rafael Bruno na guitarra e Daniel Ferreira no baixo, contando novamente com a presença de Wesley Procópio no trombone, Henrique Silva e Tiago Valentim na percussão, que participaram do CD anterior. E pela primeira vez, tem Henrrique Nolasco na bateria, Pamelli Marafon no piano e Anderson Oliveira no violoncelo. O novo álbum de Mamutte foi gravado também por Edson Zacca, no Lab.áudio NaPassagem, em Mariana (MG) com direção musical do belorizontino Maurício Ribeiro. Com oito canções autorais, uma delas em parceria com o jovem músico da periferia da capital mineira Jeferson Gouveia, e outra com participação do poeta e rapper Kdu dos Anjos, a nona e última faixa do álbum traz a interpretação de “Brasileiro”, composição do catarinense Carlos Careqa. Epidérmico é uma “síntese disjuntiva” do que tange a trajetória musical de Mamutte, apresenta uma poética que revela a “biomitologia” do artista, nas canções que versam de relações afetivas, psicossomáticas e culturais, em verve homeopática de rock, é baseada nas tocadas de seu violão, atravessando os timbres de nylon e aço, esbarram num desejo latente de experimentação, nas contingências do pop, revelando sutil o diálogo tácito com a cultura negra.


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